MEDITAÇÃO FLORAL
Vanessa Matos
INTRODUÇÃO
Em virtude da desconexão da humanidade com a natureza e as conseqüentes respostas desta, torna-se premente a necessidade de elaboração de novas posturas, cenários e apreensões para nos reintegrarmos melhor neste contexto, à partir do atual milênio. Considerando-se os desequilibrados eventos ecológicos, frutos da ignorância humana, evidencia-se a responsabilidade da espécie em conhecer a força da consciência do corpo, da mente e do espírito, como parte integrante da natureza. O conhecimento possibilita a consideração e utilização destas forças como pilares de sustentação na integração ascendente na teia da Vida.
Desafios sempre se fizeram presentes na história, como mola propulsora para o movimento de transformação coletiva capaz de implantar novos paradigmas. Dentre as lições da natureza, a impermanência constitui a base da relatividade dos fatos, descortinando horizontes de múltiplas possibilidades de vida. Neste descortinar avistamos a mudança de paradigma que aponta um novo horizonte integrado, ecológico e holístico, segundo Capra (1996 p. 25):
O novo paradigma pode ser chamado de uma visão de mundo holística, que concebe o mundo como um todo integrado, e não como uma coleção de partes dissociadas. Pode ser também denominado de visão ecológica, se o termo “ecológica” for empregado num sentido muito mais amplo e mais profundo que o usual. A percepção ecológica profunda reconhece a interdependência fundamental de todos os fenômenos, e o fato, de que enquanto indivíduos e sociedades, estamos todos encaixados nos processos cíclicos da natureza (e, em última análise, somos dependentes desses processos).
Reflexões como estas alimentam a proposta educacional, terapêutica e artística de trabalho corporal que se intitula Meditação Floral. Esta proposta tem por objetivo conectar a natureza imanente e transcendente no corpo humano através de um estudo vivencial de aspectos de práticas de autoconhecimento como: a Conscientização do Movimento de Angel Vianna, o Sistema Florais da Amazônia de Maria Alice Campos Freire e Isabel Barsé e Meditação.
CONSCIENTIZAÇÃO DO MOVIMENTO
A prática de Conscientização do Movimento da bailarina e pedagoga do corpo Angel Vianna (1928), é um trabalho corporal criado no decorrer da sua experiência de vida que pode ser aplicado em várias vertentes do movimento corporal (da preparação do ator, dança, educação somática à terapia). Consiste em exercícios e vivências que sensibilizam o corpo de dentro para fora, por meio de práticas que trabalham com o sentimento do movimento, refinando a sensibilidade e ampliando os níveis de consciência. A professora Teixeira (2008, p. 36-39), citando o filósofo português José Gil, define consciência do movimento como:
A capacidade de interiorizar as pequenas percepções [...] troca energética e abertura de espaço interno [...] dirige-se para dentro do corpo, pelo lado obscuro do mundo ou para trás [...] corpo inteiro tomado pela consciência [...] É pela energia e pelo espaço tempo que se concebe a consciência do corpo [...] A consciência de si deve deixar de ver o corpo do exterior, e tornar-se uma consciência do corpo.
Este trabalho corporal delineia um possível caminho de vida enriquecida de consciência dos pequenos movimentos que, geralmente, se automatizam no corpo do homem contemporâneo, pois ainda estamos inseridos num mundo onde a experiência corporal cotidiana é atropelada em prol da urgência em gerar dinheiro para sobrevivência. Este quadro é composto por milhares de pessoas que precisam “fazer” e “ter” e em prol destes quesitos abandonam o “ser”, estancam a sensibilidade, desconhecem-se e passam a viver na superfície, suportando dores cumulativas. Ocasionalmente, desponta um momento em que brota dentro do coração o desejo de viver uma autêntica experiência de si e o primeiro passo já foi dado. Segundo Imbassaí (2006, p. 38): “O primeiro passo a ser dado pelo individuo que possui claramente o sentido de busca é aproximar-se daquilo que se constitui em sua referência mais imediata e concreta, ele mesmo. É necessário um voltar-se para si, um querer conhecer-se.”
A proposta da aula de Conscientização do Movimento é a auto-experimentação, que significa abrir as portas da sensibilidade por meio da auto observação: como respira, como bate o coração, como pisa, como distribui o peso sobre os pés, como caminha, senta, deita, levanta. A auto observação dos movimentos cotidianos modifica o movimento, acorda o corpo, possibilita a integração da sensibilidade e da consciência, ao bem-estar e a funcionalidade. Portanto, Conscientização do Movimento é um trabalho de integração dos corpos físico, mental, emocional e espiritual. Todos estes sistemas sutis e subjetivos são autoexperimentados no movimento e conhecimento do corpo anatômico. Integrada aos movimentos cotidianos, a consciência, faz do sistema mio-ósteo-articular um corpo vivo, um continente por si só capaz de manifestar a biodiversidade de possibilidades de criação e a responsabilidade pela mesma. Terapêutica, artística e didaticamente este corpo vivo atualizado se auto-conhece e portanto, vive a prática da possibilidade de escolher os seus próprios caminhos.
FLORAIS
O percussor da terapia floral no mundo é o médico inglês Dr. Edward Bach (1886-1936). Conforme se sabe este médico bacteriologista percebeu que, independente do paciente hospedar a mesma bactéria, o que determinava o histórico clínico era o ânimo da pessoa, seus pensamentos, suas emoções e suas conexões sensíveis. Portanto, os processos de subjetivação consistiam um fator determinante na história daquele paciente. Os remédios tratavam a doença, atacando a bactéria sem tratar a pessoa. A causa, o nicho subjetivo ideal que gerou a experiência, era ignorado. Tal constatação mobilizou o Dr. Bach, que já vinha se familiarizando com as idéias do “semelhante cura semelhante” do criador da homeopatia Samuel Hahnemann (1755 – 1843). O estudo do Dr. Edward Bach com os florais começou quando ele muito adoecido se retirou para os arredores de Londres. Era um homem de alta sensibilidade e numa manhã teve a intuição de sair pelos campos bebendo o orvalho, ou seja, a água que se acumulava sobre as flores, começando assim a pesquisar os florais.
Floral é uma composição simples, praticamente artesanal, uma mistura de flor, água e sol, que manifesta a consciência original da natureza. Dr. Bach afirma que essas águas das flores, os “florais” são essências que potencializam as “virtudes” individuais. Na pesquisa dos Florais de Bach, o médico inglês sistematizou trinta e oito essências de flores, capazes de atuar nos defeitos da natureza humana tais como: orgulho, crueldade, ódio, egoísmo, ignorância, instabilidade e gula. Dr. Bach abriu caminho para muitos outros pesquisadores que sintonizam florais nos mais variados cantos do globo terrestre. A partir dele outros desenvolveram florais do Alaska, do Deserto, de Minas, da Austrália, da Califórnia, da Chapada, de Gaia, de Saint Germain e da Amazônia - só para citar alguns, pois tanto quanto são as várias espécies existentes, são os muitos florais que a natureza nos oferece.
FLORAIS DA AMAZÔNIA
O sistema Florais da Amazônia começou a ser pesquisado em 1993 por Maria Alice Campos Freire e Isabel Barsé na comunidade Céu do Mapiá, no cerne da maior floresta tropical do mundo.
Inicialmente experimentaram os florais entre si, numa longa jornada de vivências sagradas com as forças da natureza no meio da floresta. Depois passaram três anos administrando os florais as pessoas da própria comunidade. Com as pesquisas de campo finalizadas, puderam apresentar o sistema para o mundo.
A partir de então, o sistema Florais da Amazônia vem sendo ministrado no Brasil e no exterior por meio de cursos, vivências e grupos de estudo. Essa linha de pesquisa desenvolvida intensamente no coração da maior floresta tropical do mundo fundamentada dentro das leis intrínsecas da natureza, conta com mais de sessenta essências e quatorze fórmulas classificadas quanto aos três grandes grupos encontrados na floresta: Mata Virgem, Capoeira e Cultivadas.
É importante ressaltar que a pesquisa não classifica as flores de acordo com os sintomas das doenças, mas de acordo com os padrões de saúde. Na preparação dos Florais da Amazônia foram necessários dois meses de chuva ininterrupta na floresta para se descobrir a eficácia dos florais feitos sem sol. Por isso no sistema escolhido para estudo, os florais também são preparados tanto com água, flor, luz emitida pela lua, assim como a flor e a água da chuva.
A título de elucidação sobre o feitio do floral, assim como sua atuação, destaca-se a pesquisa da “molécula da água”, realizada pelo pesquisador japonês Dr. Masaru Emoto. Durante oito anos ele recolheu amostras de água das mais variadas fontes como: rios, lago, água limpa, suja, de minas, chuva e geleiras. Fotografou com a máquina kirlian e submeteu a amostra da água a processos vibratórios diversos como música, pensamento, intenção, palavras escritas em papéis sobre a água. Congelou a molécula da água e fotografou com a máquina kirlian novamente. Esta pesquisa revelou que a molécula da água é altamente suscetível a vibração, formando “clistres” (estruturas geométricas harmoniosas), que resultam em belas mandalas, desenhos maravilhosos esculpidos como jóias perante a vibração qualificada da música,
dos pensamentos, das palavras faladas e escritas também. A molécula da água se deforma em fontes de água poluída e perante sonoridade desarmônica e vibração desagregadora, nesses casos não formando os clistres.
Esta é a “linguagem da vibração”, o pensamento afeta a molécula da água, da mesma forma que a flor também afeta a molécula pelo mesmo princípio da vibração, este é o princípio do feitio floral. A molécula da água capta a essência da flor, que por sua vez atua nos seres vivos por meio da ressonância no campo magnético. O corpo humano é constituído entre 60% a 80% de água, as muitas camadas de células que comportam este líquido são sensíveis a ação floral através do mesmo princípio da teoria da molécula da água.
Este esclarecimento é essencial para a compreensão da ação do floral no corpo.
ELEMENTOTERAPIA
Esta pesquisa estuda terapeuticamente o equilíbrio da vida no equilíbrio dos elementos da natureza terra, fogo, água, ar e éter, potencializando os seres vivos na sua matriz. Segundo Maria Alice Campos Freire, elemento-terapia é o equilíbrio da vida no equilíbrio dos elementos da natureza .
No percurso de formação dos Florais da Amazônia nas aulas do Curso Básico II nós nos deparamos com o estudo dos quatro elementos terra, água, fogo e ar em cada floral. Todas as flores são compostas mediante a atuação de todos os elementos. No entanto há sempre uma atuação predominante, como por exemplo, no caso da Flor da Castanheira que é predominante do elemento Terra.
No Curso Avançado I, imersos no meio da floresta passamos pela vivência dos elementos, que consiste na experiência sensível do contato com cada elemento e seus específicos rituais no próprio corpo. Aqui a experiência é transformadora no conceito sobre a vida, atuação e comunicação com a ressonância de cada elemento da natureza.
A história nos aponta sábios, filósofos e médicos que no decorrer do tempo, estudaram a restauração da saúde e da potência da vida por meio das forças da natureza. Enquanto conhecimento filosófico esse estudo denomina-se Panteísmo . Baruch Spinoza (1632 – 1677) foi um judeu holandês que passou pela terra, conhecido como o filósofo da natureza, considerado panteísta por excelência. Para o panteísmo Deus e a natureza são a mesma coisa. O universo seria a emanação e a manifestação de Deus que se desdobra em número infinito de atributos. Destes o homem conhece dois: Espírito e Matéria.
Na Grécia havia outro sábio, Hipócrates (460 – 370 a. C.) – Pai da medicina que a considerou ciência e arte. Hipócrates acreditava que os quatro elementos – fogo, água, terra e ar – estavam representados no corpo humano. Para ele a predominância de certo elemento ou humor, determinava o tipo físico da pessoa. Tipo sangüíneo (ar), fleumático (água), colérico (fogo), bilioso (terra). Cada um desses tipos tem um órgão indicativo de seu estado de relativa saúde ou doença, durante determinada estação do ano estaria mais propenso a desequilíbrios. Por isso Hipócrates tratava a pessoa considerando os quatro elementos. Seus tratamentos consistiam em alimentação, incubação, banhos, massagens, exercícios, plantas medicinais, elementoterapia, sacrifícios, jejuns, meditação e oração. É o autor da famosa frase: “Faça do alimento seu remédio.”
Também temos na renascença Paracelso (1493 – 1541) importante médico e químico suíço, que dizia que “A cura vem daquilo que é semelhante.” Paracelso é responsável por muitas pesquisas de valor para a humanidade, mas atentaremos para a denominada “Doutrina das Assinaturas”. Segundo esta doutrina em toda natureza há um correspondente semelhante no microcosmos e no macrocosmos. Assim, cada fruto, flor, semente, têm sua “assinatura”, uma semelhança com nossos órgãos, pensamentos, emoções. Assim esta assinatura que cada principio traz impregnado é capaz de curar pela semelhança, pois em si é constituído o “Archeus”, ou seja: a força vivificante de cada órgão, a força criadora que proporciona à natureza uma infinidade de formas, contendo cada uma delas sua alma.
NÍVEIS DE ATUAÇÃO FLORAL: OS SETE CORPOS E OS CHAKRAS
O ser humano não é um corpo com órgãos e membros isolados. Nem é apenas mente ou sentimento. O ser humano é um todo. Com seu corpo físico, com seus corpos áuricos e com sua presença divina [...] Quando vemos surgir reações dos florais nos corpos físico, mental ou emocional, vemos como as vibrações da natureza que penetram pelo corpo físico, influenciam profundamente toda uma estrutura de vida formada durante uma existência (FREIRE, 2000, p. 26)
Conforme a tradição esotérica, dispomos de sete corpos áuricos que, simultaneamente, ocupam o mesmo espaço. As camadas estruturadas possuem as formas do corpo físico incluindo órgãos internos, vasos sanguíneos e formas adicionais que o corpo físico não tem. O corpo humano é atravessado por ondas de energia verticais e horizontais que se entrecruzam compondo uma malha, uma teia que forma o campo magnético de cada pessoa. Essas linhas de força se coligam ao corpo físico por meio de múltiplos pontos de energia denominados: Chakras maiores, chakras menores e nadis .
Segundo a médica homeopata Amorim (2000, p. 53): “Chakra, uma palavra sânscrita, significa círculo e movimento relacionados diretamente com todo o processo cognitivo ou processo da vida”. Os chakras possuem aberturas cônicas tanto para frente, como para trás no corpo. Trabalham como vórtices rodopiantes de energia e uma boa imagem para exemplificação desse movimento são os redemoinhos e trombas dágua. Brennan (1987, p. 72): “Cada um desses vórtices troca energia com o Campo de Energia Universal [...] Essa energia está sempre associada a uma forma de consciência, sentimos a energia que trocamos em termos de visão, audição, sentimento, sensação, intuição ou conhecimento direto”.
Os chakras, quando abertos, têm fluxo, movimento da energia, já quando obstruídos, fechados ou invertidos causam desequilíbrio no campo magnético das pessoas, portanto nos corpos áuricos. Os chakras ou centros consensuais de energia localizam-se ao longo da coluna vertebral e coligam-se ao corpo físico por meio das glândulas e do sistema nervoso autônomo. Os corpos áuricos ou sutis animam o corpo físico em um constante retroalimentar entre a energia gerada por nossos corpos em integração com as forças da natureza, em interação com o centro de energia universal donde tudo procede.
Os quatro elementos que regem os chakras inferiores se repetem nos superiores, mas nestes há o refinamento dos elementos pela ação volátil do éter como a quintessência da matéria. Como palavra-chave para a definição de cada um dos chakras, cito Amorim (2000, p. 54):
É interessante perceber a leitura sincrônica dos sete chakras com as sete notas de uma oitava musical, os sete planetas principais, as sete cores do espectro e os sete tipos de desejo [segurança, procriação, longevidade, participação, conhecimento, auto-realização e união].
Compreendemos que o estudo dos chakras assim como dos sete corpos é mais um instrumento para analisar como os florais atuam no corpo físico. O Dr. Edward Bach e o Dr. Samuel Hanhemann, nas suas pesquisas observaram que o desequilíbrio advém da incoerência prática entre a unidade alma e corpo.
Portanto estudaram a dissociação entre o pensamento, a emoção, a verbalização e a ação praticada no movimento do corpo. Nos estudos destacaram que a falta de coerência nos processos subjetivos imateriais, reverbera no corpo físico, materializando a desarmonia entre o estado interno do que sentimos e pensamos e a manifestação externa da máscara qual vestimos para nos apresentarmos ao mundo. Segundo estes médicos as doenças se originam nestes níveis sutis ou corpos áuricos: mental e emocional, anteriores, simultâneos e atualizados no corpo físico.
A origem do desequilíbrio que pode gerar doenças seria o resultado de forças profundas e duradouras. Para que o alívio não seja temporário, a causa real precisa ser compreendida. A origem do desequilíbrio precisa ser procurada dentro de si mesmo, para prevenir e equilibrar a saúde.
MEDITAÇÃO FLORAL
Os caminhos práticos que compõe a “Meditação Floral” convergem para a pesquisa interna das causas que provocam os efeitos na vida. A prática Angel Vianna: desperta o corpo num trabalho de dentro para fora. O Dr. Bach, Maria Alice e Isabel Barsé por meio da terapia floral pesquisaram e pesquisam a atitude mental e emocional de seus pacientes frente à vida, ao meio ambiente e suas doenças e encontraram na natureza remédios florais que beneficiam ao mesmo tempo as atitudes mentais e emocionais, reverberando no corpo físico. O Dr. Emoto, também estudou a vibração que impregna a molécula da água. Hipócrates e Paracelso também deixam na história sua contribuição. Assim como o filósofo da natureza Spinoza. Bárbara Ann Brennam e Doutora Miria Amorim, nos relembram dos chakras e dos corpos sutis. Para não mais esquecer que na teia da vida tudo está interligado.
Respaldamo-nos nestas pesquisas para levantar a hipótese do tratamento floral atuar nos denominados corpos imateriais, sutis ou áuricos reverberando por meio dos chakras no corpo físico, impregnando neste a molécula da água, paulatinamente integrando os corpos, trabalhando a vibração, esclarecendo por meio de sonhos e insights os motivos ocultos da personalidade falha e conflitante que gera o desequilíbrio. Abrindo os canais do corpo para conectar a sabedoria por meio do auto-descobrimento percebido e experimentado. Exercitando na personalidade a responsabilidade pelo crescimento interior que se pratica na conscientização dos movimentos cotidianos do corpo, percebendo na escola da vida, as matérias, estudos e provas co-criadas nas escolhas dos caminhos.
A natureza enquanto berço da divindade e da humanidade constitui a fonte capaz de falar a nossa consciência e intuição orientando o corpo físico a ganhar força, a mente a recobrar a calma, trazendo paz e harmonia para a personalidade.
A proposta de estudo para um curso de Meditação Floral são as próprias vivências experimentadas na escola da vida de cada pessoa. A partir das experiências desenvolvidas, a união das práticas de auto-experimentação oferecidas nas aulas tem como objetivo abrir o corpo do Ser para dentro de si, para que este tenha espaço interno para entrar em contato consigo, com suas próprias questões e se conhecer através do olhar que olha para dentro a si. Conhecer os processos mentais, emocionais, espirituais, que proporcionam as intenções que movem as ações no físico.
Este estudo interior dos processos subjetivos do Ser é proposto em aulas semanais vivenciais onde o Ser possa legitimar o direito de existir, de se praticar, de se manifestar, além da aparência e dos condicionamentos impostos pela pressão social do mundo. A proposta destas aulas visa:
- Estabelecer a sincronicidade com o conhecimento da realidade interior advinda da verdade do coração.
- Inspirar o movimento de sabedoria, que consiste na prática deste conhecimento na vida.
- Reinventar diariamente o corpo, a mente, as emoções além das formas fixas que engessam a espontaneidade.
Nesta proposta de Meditação Floral pretende-se criar um espaço onde a expansão da consciência corporal, em ressonância com a consciência da potência das forças da natureza em si e no mundo, possam ser vivenciadas juntamente com a plasticidade da reabilitação do imaginário pessoal e coletivo. O objetivo do curso é desenvolver e qualificar a força da mente expressa no corpo e vice-versa, por meio da prática de trabalho corporal – da DANÇA - aliada a terapêutica de experiências sensíveis e inteligentes como os Florais da Amazônia e meditação. Além disso, possibilitará a pessoa conhecer-se melhor para exercer de forma mais efetiva a força do livre-arbítrio, com melhor capacidade de opção e responsabilidade pela ação e reação dos movimentos praticados na vida, assim como reconhecer os potenciais e talentos pessoais para instalar o dom.
Esta proposta tem por diferencial constituir uma Meditação que alia a Conscientização do Movimento e a Terapêutica de Florais da Amazônia. É oferecida para o “Ser buscador” que almeja o seu crescimento interior. Dentre as tantas formas de consumo existentes, entendemos por buscador o Ser que consome auto-conhecimento e busca trabalhos de auto-percepção e auto-experimentação. O ato de meditar é um recurso didático, terapêutico e artístico em prol de uma atitude de vida que nutra, regue, aqueça e inspire o coração humano com sabedoria. Portanto, o objetivo deste trabalho é possibilitar ao ser viver, como escreve o poeta, “Crescido de coração”.
Música Assentamento de Chico Buarque.
Vanessa Matos é Bacharel em Teatro pela UNESA. Licenciada em Dança pela FAV / Rio de Janeiro. Bacharelanda em Fisioterapia pelo IBMR.
Terapeuta Floral, trabalha com os Florais da Amazônia, de Minas, de Gaia e de Bach.
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